Marinaleda

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RESIGNAR-SE, NUNCA!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Não consigo sentir empatia pelo inimigo


Preciso confessar. Está engasgado na minha garganta. Preciso falar, até para mim mesmo e aproveitar as minhas palavras como forma de progredir como ser humano.

Sou um homem de esquerda. Aprendi a ser feminista. Não abro mão dos meus sonhos de uma sociedade justa, mesmo diante da morte.

Cheio de falhas, vou evoluindo constantemente ou penso que sim.

De repente me pego em falha ética, pois, ao contrário da GRANDE maioria dos amigos, jornalistas, blogueiros, etc., pessoas de esquerda, pessoas que admiro e aprendi a ouvir/ler, não consigo sentir empatia pela jornalista Raquel Sheherazade.

Reconheço que ela sofreu assédio moral. Tomará alguma providência? Duvido.

Claro que Sílvio Santos não poderia tratá-la da forma que a tratou, nem a ela nem a ninguém. Mas ela tem opção, por que não reagiu? E o que ela esperava receber de um espécime de pessoa como o “patrão”? Ela tão arrogante e violenta com os esquerdistas é uma cordeirinha vendida por um gordíssimo salário.

Não é surpresa para ninguém, que Sílvio Santos humilhou, humilha e continuará humilhando calouros, jurados, mulheres do seu auditório, travestis que lá vão se apresentar, etc., mas, nunca vi uma indignação tão GRANDE como a que está se vendo com esculhambação do patrão à empregada famosa.

Não vi/ouvi, nem na TV, que há mais de 20 anos não assisto, nem na internet as merdas que Sílvio Santos falou para ela, apenas li transcrições.

Não gosto de ver ninguém ser humilhado, mesmo aquelas pessoas por quem tenho ojeriza. Não me sinto bem. Fico constrangido. Indignado.

A verdade é não vejo Sheherazade como mulher, socialmente falando, “ninguém nasce mulher...”, ou como empregada. Duvido que, na sua ânsia por poder, prestígio e dinheiro ela fosse defender o indulto às mulheres, negras e periféricas, em sua grande maioria presas por porte de drogas. Duvido, novamente, que reconheceria o direito de greve dos empregados do SBT, se fosse o caso.

Pergunto-me por que ela, a Sheherazade se passa, como mulher, jornalista e ser a porta-voz da intolerância? Para mim é simplesmente por fama e dinheiro. Não admiro esse individualismo. Não posso ser solidário a tal figura nefasta só por que ela é mulher.

Todos os dias, para quem a assistiu, ela, com suas falas hidrófobas, humilhava os marginalizados, os mais frágeis, e dentre os mais frágeis estão as mulheres. No entanto, foi tão passiva diante do bilionário branco… cadê a sororidade, Raquel?

“Mexeu com uma mexeu com todas” para mim não é argumento suficiente para defender ou sentir empatia por Raquel Sheherazade.

Estou sendo bem sincero e me expondo a críticas junto às pessoas que admiro, pessoas de esquerda, claro.

No momento em que ela, usando uma concessão pública, destilava seu ódio contra os marginalizados, a soldo do Sílvio, ali ela era toda poderosa e arrogante. Não havia limites para os seus arroubos, claro, que com a autorização do todo poderoso do SBT.

Vítimas da sociedade patriarcal somo todos nós, principalmente, claro, as mulheres. Dentre as mulheres as mais frágeis socialmente. As com os piores empregos, as mães que cuidam só dos filhos, abortados pelos pais, as presas por porte de drogas, as periféricas, as negras, as lésbicas, as travestis, as trans. Sou solidário a todas, mas não consigo sentir empatia pela jornalista.

Peço perdão aos que discordam de mim. Sou falho, rancoroso, humano, demasiado humano. Não sou perfeito, ao contrário.

Nunca perderia o meu tempo e minha pena em solidariedade a ela. Ela é minha inimiga. Bolsonaro é meu inimigo. Os EUA, o Bradesco, Temer, Moro são todos meus inimigos. Meu tempo e minha pena são solidário com os 99%, não com escrotos.

Admiro a todos que a defenderam, dentre eles, Cynara Menezes, Nelson Barbosa, Elika Takimoto, mas, não alcanço a sabedoria dos mesmos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRUMP E A DEMOCRACIA MADE IN USA

Donald Trump vence as eleições dos Estados Unidos

Trump é igual a Hillary, que é igual a Obama, que é igual a Bush que é igual a toda quadrilha. Quem não rezar pela cartilha de Wall Street e do complexo industrial militar é convidado a sair de cena. Lembram de Kennedy? Aquele mesmo que apoiou e financiou o golpe fascista de 1º de abril de 1964. Obama, honrando a tradição, apoiou e financiou o golpe de Temer et caterva.

Donald Trump foi eleito ontem, 08/11/2016, presidente dos EUA, a maior potência bélica do mundo. O país mais agressivo e carniceiro da história mundial. A democracia made in USA mostra a sua verdadeira face: a viagem rumo ao fascismo. O capitalismo não é compatível com a verdadeira democracia.

Hitler, Mussolini e Temer não chegaram ao poder através do voto popular, o que é uma contradição aos princípios da chamada democracia ocidental ou estadunidense, todo poder emana do povo”. Mas sim através de manobras escusas, ilegais e inconstitucionais, através de golpes, apoiados em instituições republicanas corroídas, acovardadas, cooptadas, a grande mídia, grandes empresários, etc. Trump chegou lá através do voto. Este fato é um marco  na história do colapso de um modelo falido de democracia representativa.

Seria a eleição de Trump um sinal de que este modelo se esgotou? Claro que não. Este sinal está aí faz tempo, só não enxerga quem não quer sair da caixinha, por interesse ou alienação. É que agora a coisa ficou clara, desenhada. Ninguém, a não ser com muita má-fé ou muito interesse vai negar tal marco histórico.

Não só nos EUA, que já elegeu outros Trumps, a exemplo de Reagan, Bush e Obama, mas também no Brasil, a exemplo de Collor e FHC II, o poder econômico é quem determina, no lugar do povo, para onde o pêndulo da vitória deve indicar o movimento não alternado.

A diferença entre Trump e Reagan, Bush, Obama, Collor, FHC II, Temer é o discurso. Trump diz tudo o que pensa, nem tem papas na língua e sabe que muitos ouvidos estão ansiosos por suas palavras, os outros são hipócritas, mas tão ou mais canalhas. Trump não se preocupa com as críticas de ninguém a sua verborragia fascista, racista, xenófoba, misógina. O seu discurso encontra um leito macio preparado na população que foi inflamada pelo ódio através de uma mídia canalha e monopolista, cá e lá. Quem acha que a mídia dos EUA é plural, se engana. Lá como cá existem as Globos golpistas. Vamos ler mais Noam Chomsky.

Mas, fica a pergunta: existem outras formas de se exercer a democracia? Existem sim, com certeza. Algumas que até nós desconhecemos historicamente, pois, poucas e selecionadas informações nos são repassadas sobre os países que estão fora do eixo dos EUA, Europa ocidental e Israel. Cito dois exemplos: a Venezuela e a ex-Líbia. Mas tudo que vai de encontro ao pensamento único é demonizado pela grande mídia hegemônica e cristã a serviço do capital.

Tanto na Venezuela quanto na ex-Líbia os conselhos populares tinham, ou têm, vez e voz. Na Venezuela existem cinco poderes republicanos: Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Conselhos Populares; na ex-Líbia, destruída e saqueada pelos EUA, Inglaterra e França, que dividiram o butim, existiam centenas de conselhos ou mini-congressos que tinham a última palavra sobre qualquer assunto, sendo suas decisões soberanas inclusive para o ex-presidente Kadafi.

Por coincidência, as formas de democracia que fogem ao modelo estadunidense foram implantadas em países, ou ex-países, como a Líbia, inimigas da grande mídia e dos EUA e seus lacaios aliados: Inglaterra, França e a Arábia Saudita, está última a pior e mais cruel ditadura existente hoje no planeta e aliada do Grande Satã.

A eleição de Trump não muda nada, tanto nos EUA quanto no mundo. A população estadunidense continuará a empobrecer; continuará a não ter um sistema de saúde pública; continuará sem vez e sem voz e sempre a serviço de Waal Street. As guerras de saque continuarão a acontecer; a onda de ódio, junto com o crescimento do fascismo, continuarão a aumentar, até que um tsunami nos conduzam a uma guerra mundial: ocidente versus Rússia e China ou a um mundo distópico dos nossos piores pesadelos.

Quem mada nos EUA não é o presidente eleito ou o congresso, os chefões são Wall Street e o complexo industrial militar, ou seja, dinheiro, guerras e drogas, todos os outros atores são apenas paus mandados, ou como diz o jornalista Paulo Nogueira, do DCM, fâmulos.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

DILMA E O GOLPE

Resultado de imagem para DILMA E ZE CARDOSO

Um amigo, a quem muito considero, diante uma minha afirmação de que Dilma-2, era a principal culpada pelo golpe do impedimento, disse que minha análise era “reducionista”.

Vejamos dois cenários pré-golpe.

Não vamos aqui falar do “mensalão petista”, o começo de tudo, do golpe ao estado de exceção que se aprofunda cada dia mais diante da complacência das instituições corroídas da ex-república brasileira. O mensalão é da “ossada” de Lula.

Primeiro cenário: Dilma, diante da ameça do golpe; dos avanços seletivos, e fascistas, da lava jato; diante da perseguição a Lula, pelo juiz (sic) Moro, pelos procuradores (sic) federais, diante da omissão criminosa dos tribunais superiores e do STF; em conformidade com o seu discursos na reta final das eleições, convoca seus eleitores e toda a sociedade a reagirem ao eminente golpe, já testado em Honduras e Paraguai; convoca os movimentos sociais a saírem as ruas; determina seus ministros a tomarem todas as providências, dentro do permitido pelo estado democrático de direito, para que confrontem as ações ilegais de seus subordinados, mormente, o ministro da justiça a botar ordem na polícia federal, entre outras ações. Apesar de tudo, o golpe acontece.

Segundo cenário: Dilma faz de conta que todo corre na maior normalidade democrática, apesar dos fatos indicarem o contrário; o ministro da justiça, Zé Cardozo, idem. Jornalistas, cientistas sociais, políticos, juízes e procuradores democratas, movimentos sociais, sociedade civil, eleitores alertam para o golpe e pedem uma reação do governo, mas, nada. O golpe acontece.

No primeiro cenário a observação de que Dilma seria a maior culpada pelo golpe seria, não apenas, reducionista, mas, idiota, burra, pura má-fé.

No segundo cenário não. Apenas uma conclusão baseada nas ações golpista, anunciadas desde o julgamento do mensalão versus as não-reações do governo Dilma-2: governo omisso, covarde, falacioso – vide as promessas e discursos antes das eleições e as medidas neoliberais implantadas na prática, após as eleições.

É natural que quem se sente ameaçado reaja, é um instinto de sobrevivência. Repito: é natural.

Claro que os comandantes do golpe são os eua, interessados no nosso petróleo, nas nossas reservas de água e com o perigo que representaria um Brasil não subserviente aos seus interesses e integrado ao BRINCS. Blá, blá, blá, blá.

Claro que todos sabem quem são os empregados do Tio Sam aqui no Brasil, a grande mídia, os rentistas, igrejas neopentecostais, grande parte do judiciário, grande parte do ministério público, polícia federal, o STF, etc. Blá, blá, blá, blá.

Blá, blá, blá, blá, ou seja, todos sabiam que havia um golpe em andamento. 

Considerar reducionista a afirmação de que o governo Dilma-2 foi o maior culpado pelo seu impedimento, para mim, é uma argumentação falaciosa. Com todo o respeito e carinho pelos que pensam de forma diversa.

sábado, 13 de agosto de 2016

AOS QUE NÃO APOIAM OS GOLPISTAS CANALHAS (LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO)




Tenho tanto ódio, hoje, no meu coração, que com ele daria para fazer uma bomba atômica. A bomba atômica que nesta hora, em que nossa democracia é assassinada, nos faz falta para peitarmos os imperialistas estadunidenses.

Vejam se os canalhas peitam a Coreia do Norte? 

É mais ou menos como as polícias militares, são violentos contra os pobres e os negros da periferia e se cagam de medo dos traficantes.

Quem pensa que os EUA não tem nada com a deposição de Dilma, ou é burro ou tem seus interesses. E que interesses!

Assim também se dizia, quando do golpe fascista de 1º de abril de 1964, que depôs Jango. Não havia interferência dos EUA ou de qualquer país estrangeiro: Mentira!

Pensadores sérios, como Moniz Bandeira, de imediato apontaram o dedo dos canalhas estadunidenses no golpe que levou o país a 21 anos de trevas que ainda não se dissiparam, ao contrário, estão presentes no Legislativo e no Judiciário que apoiaram este novo golpe. 

Posteriormente, com a publicação de documentos secretos do próprio governo dos EUA, tudo estava lá, entre outras coisas: i) gravações de Kennedy apoiando o golpe; ii) porta-aviões na baia da Guanabara; iii) toneladas de armas e munições enviadas via São Paulo. Tudo para caso houvesse reação ao golpe, transformar o Brasil em um novo Vietname.

Caminhamos. Uma redemocratização tutelada pelos militares. Um judiciário corrupto e golpista e estamos em nova ditadura. Não dá para ser feliz desta maneira. 

O governo ilegítimo e todos que o apoiam, conscientemente ou não, não merecem respeito e são inimigos do povo. Meus inimigos pessoais.

Os militares torturadores de 64 não foram punidos e como herança vemos as polícias militares, e os próprios militares, desrespeitando o povo. Acusam a todos, como se fossem seus inimigos, de desacato, enquanto desacatam as pessoas. 

Nojo! Impotência! Revolta! Sou uma bomba ambulante.

terça-feira, 28 de junho de 2016

O golpe está se derretendo?


A imprensa golpista vem detonando o governo interino de Michel Temer a quem ela tanto lutou para que se tornasse governo.

Janot, PGR, que também fez parte dos bastidores do golpe, inclusive encontrando-se com autoridades dos EUA para “troca” de informações sobre investigações – leia-se espionagem – tem ajudado a queimar figuras carimbadas do PMDB até ontem, junto com o PSDB, locomotivas do golpe travestido de impedimento.

Até agora ninguém do PSDB foi jogado as feras, o que faz todo sentido. Ficarei muito surpreso se sobre Aécio recair alguma pena de restrição de liberdade, é que seria um mau sinal para a direita golpista, nem seus mais altos figurões não serem preservados.

Acredito que não dê em nada o julgamento de Aécio por Gilmar.

O Jornal Nacional, que já não assisto há mais de vinte anos, tem detonado Temer, o seu filho tão querido, e seu governo de machos brancos, ricos e misóginos – fico sabendo disto tudo via internet, facebook, etc.

O que acontece nos bastidores? Com certeza tudo isto é orquestrado. Nenhuma peça do jogo é movimentada sem antes ser muito bem pensada a jogada.

Um claro exemplo foi o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara apenas após o mesmo ter realizado, com louvor, o afastamento da Presidenta eleita.

O golpe que teve todo o apoio da Mídia limpinha bem como do TCU, MPF, PF, Juízes federais e do STF, estará agora tendo uma reviravolta? Estará havendo um golpe dentro do golpe?

Do jeito que a Mídia está bombardeando Temer, está ajudando a recuperação da popularidade de Dilma, e está tática estará auxiliando a que Dilma volte a presidência da República? – Será? O arsenal de dinheiro e chantagens é muito grande, gostaria de estar errado, mas não acredito na volta de Dilma.

Tudo que está acontecendo não é lógico. Pelo menos para mim, mas, com certeza segue um script escrito em inglês.

O que estará por trás desta nova etapa do jogo das elites do Brasil?

O império joga pesado e os seus lacaios são obedientes, querem mostrar serviço e receber a sua parte no butim.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Judiciário está apodrecido?


Alguns acontecimentos recentes têm nos levado a refletir sobre o papel do nosso judiciário na vida democrática. Não só do judiciário, mas, também do ministério público, que converteu-se em quinto poder da República. Não que não exitam juízes honestos, é claro que existem, mas a instituição já gangrena faz tempo. É o mesmo caso das polícias militares.

Tudo começa com a eleição de Lula e a denúncia do Mensalão em 2005 pelo probo Roberto Jefferson, alçado a condição de santo pela Mídia hegemônica – o que aconteceria posteriormente com o doleiro Alberto Youssef e outros escolhidos da mídia e do juiz Moro.

O julgamento do mensalão é a chave para perseguir, destruir reputações e tomar o poder que os representantes das elites não conseguem pelo voto – não haverá mais respeito pelo processo jurídico-legal-democrático; provais cabais não são mais necessárias; os políticos de centro-esquerda são equiparados a genocidas e a eles pode ser aplicada a Teoria do Domínio de Fatos – esta é a senha; o Estado Democrático de Direito está suspenso contra os inimigos. O inimigo é o povo e a nação.

Não houve por parte do STF a prova de que dinheiro público havia sido desviado, muito menos que esse dinheiro tenha sido usado para comprar votos de interesse do governo. Processos paralelos que poderiam inocentar os acusados foram mantidos em segredo por ordem do ministro Joaquim Barbosa, tendo os demais ministros acenados bovinamente em acordo a esta e outras práticas espúrias.

A condenação de Henrique Pizzolato demonstra a desmoralização, o cinismo, a perseguição à moda nazista a um inocente. Tudo é vergonhoso, nojento, asqueroso. Fazer parte da nossa “Suprema” Corte passou a ser sinônimo de covardia. Como homens sérios, honrados, representantes da elite intelectual se passam a participar desta farsa?

Quadros históricos do PT, sem que o PT, Lula ou Dilma viessem a defendê-los, não nas cortes, mas nas ruas, foram condenados sem provas: José Genoíno, José Dirceu. Ficou famosa a frase de Rosa Weber, indicando que o mensalão foi uma grande palhaçada, e uma preparação para a Lava Jato: Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite.

Seguem-se nomeações para ministros do STF, STJ, TCU e para a procuradoria-geral da república de pessoas sem a mínima simpatia pelo programa politico dos governos trabalhistas, ao contrário, são simpáticos à plutocracia.

Na Lava Jato – criada para destruir o PT, Lula e a economia brasileira, a serviço do império estadunidense – o juiz Moro cria um código próprio de processo penal e civil com a anuência dos tribunais superiores e com loas da mídia plutocrática brasileira.

Alguns pulos depois chegamos ao impeachment de Dilma Rousseff – uma presidenta fraca, covarde e sem diálogo com qualquer setor da sociedade, que eleita traiu seus eleitores e a sua plataforma política. Gravações insinuam que o golpe contou com setores do STF. Dava para desconfiar.

Agora vemos o poder judiciário, excepcionalmente dominando a cena política em detrimento dos poderes que receberam votos para este fim, exigindo dinheiro e penduricalhos, promovendo a censura de blogs e a perseguição de jornalistas.

Ondem estão os bons juízes? Onde o bom juiz Magnaud? Aquele que estava a frente de seu tempo e que quando julgava defendia os mais humildes das sanhas jurídicas dos poderosos:

Em 4 de março de 1898, ao julgar Luisa Ménard, que era ré confessa do furto de um pão de uma padaria, registrou Magnaud nos seus considerandos que ela tinha um filho de 2 anos, que estava procurando emprego sem sucesso e que uma sociedade organizada deveria ter solução para alguém que não pode dar de comer ao seu filho. Assim, absolveu-a com base no artigo 64 do Código Penal, que fala em insanidade mental ou coação irresistível. Esta sentença teve imensa repercussão em toda a França, foi confirmada em grau de apelação. (AQUI)

A censura prévia do blog do jornalista Marcelo Auler, bem como a perseguição de juízes paranaenses a jornalista da Gazeta do Povo, por reportagens que não agradou a elite judiciária, nos alertam que estamos já numa ditadura, uma ditadura do judiciário, que tudo pode, inclusive condenar sem provas.


Estamos vivendo num estado de exceção – o julgamento do mensalão e a farsa de lava jato, entre outros sinais, indicam isto – perseguem-se os políticos, os empresários, os jornalistas, os estudantes, os servidores públicos… Todos nós...